Caos Criativo
31 de agosto de 2015

Eu participo do blogday desde 2008, então já virou uma tradição quase que milenar (se compararmos o tempo de existência da blogosfera) vir aqui no dia 31 de agosto de todo ano, indicar 5 blogs que eu amo. Porém observando todos os anos que eu tenho registro das participações, cheguei a conclusão que sempre priorizei indicar blogs brasileiros, motivo mais do que justo para quebrar esse padrão e esse ano fazer uma edição especial, somente com meus blogs favoritos da gringa. Vou indicar os 5 blogs que mais marcaram a minha vida ao longo de todos os anos que eu sou blogueira, e apesar de achar que você conhecem a maioria, a intenção é mesmo só registrar meu amor por eles.

blogday

A Elsie é simplesmente minha alter-ego americana. Com certeza temos gostos muito parecidos e eu gosto de 99% de tudo que ela veste, come, usa, faz… ♥ Também curto a Emma, mas acho ela meio séria demais (apesar de ela fazer as melhores receitas!). Acompanho o A beautiful mess  há uns 7 anos mais ou menos, na época em que era basicamente um blog de scrap e vi toda a evolução para se tornar o sucesso que é hoje. O que eu mais gosto no que vejo é que o blog delas nunca perdeu o tom autoral e original que faz a gente querer visitar só para saber como elas estão e o que estão aprontando, isso é raro em blogs famosos. O canal do youtube também é incrível e está cheio de projetos fabulosos de deixar qualquer um inspirador a ser uma pessoa mais criativa! AMO, AMO!  Vida longa a essas gurias e ao blog de homemade lifestyle mais fabuloso da blogosfera!

BLOGDAY2015

Sim eu sou canceriana e amo blogs de maternidade. O love Taza  é um desses blogs de mães que eu adoro ler porque fico tentando entender como eles tem disposição para sempre carregar crianças pequenas para cima e para baixo em passeios incríveis e viagens maravilhosas. Adoro a Naomi, embora a vida dela seja um pouco too much para mim. Não é nem uma crítica, é que é sempre tanta coisa acontecendo que me eu fico cansada de pensar. Mas é uma inspiração e uma leitura deliciosa cheia de reflexões sobre ser pai/mãe em tempos modernos.

Eu Já quis ir morar na Romênia só para ser amiga da Oana! Tem alguma coisa nessa pessoa tão fofa que me cativa. provavelmente sua simplicidade, sua forma terna de ver as coisas. O Oana Befort esbanja amor à cada página. É tudo tão delicado, feito com dedicação e olhar minucioso sobre os detalhes que me inspira. Também gosto do estilo de vida simples que ela leva, e eu realmente gostaria de morar na romênia (e ser amiga dela) ♥

O que dizer dessa ruiva que eu acompanho há anos? A Katie também escreve no a beautiful mess e foi lá que eu a conheci. Porém ela é tão marcante que virei fã e faz pelo menos uns 5 anos que eu visito o Skunkboy. Vi o crescimento da Hope, menina linda e super talentosa, a Poesy que era tão bebezinha e hoje já está uma menina… Acho mágico como a gente acaba acompanhando a vida de uma pessoa tão distante assim, do outro lado da tela. Tenho um verdadeiro carinho por essas garotas e sempre que posso dou uma passadinha para saber se está tudo bem e conferir os seus projetos crafts!

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Deixei por último porque sem dúvidas, o bleubird é o blog que mais marcou minha vida.

A James é uma pessoa incrível, tem uma família muito bela, um trabalho bem bacana e uma forma de ver tudo isso ainda mais encantadora. James me ensinou que podemos vestir uma sandália de dedo com um moletom bem simples, e mesmo assim esbanjar beleza, porque ela transborda através da maturidade e sabedoria e das conquistas que valem a pena. James é o tipo de pessoa normal, que faz coisas normais, e que tem uma vida relativamente normal. Mas é bonito. Porque o normal dela é poético. O bleubird me fez querer menos coisas, me fez enxergar beleza onde eu antes não via, e me fez querer cozinhar mais, coisas mais saudáveis do que bonitas. Alias, me fez ver realmente beleza de outra forma. Em tempos onde tudo é perfeito e lindo em blogs (mesmo que as vezes não funcione na vida real), é muito construtivo ler as palavras de uma pessoa que foca tanto na essência das coisas. Adoro a James, de forma imensurável ♥

E é isso. Claro que eu teria que citar também a babydoll.nu (jays), a  sushi-cat.net (jenny) ou a ilabyu.net (claire) que também marcaram muito a minha vida. Mas os que citei acima foram mais determinantes por isso os escolhi para estampar esse post tão especial. Espero que gostem das indicações, e caso não conheçam algum desses blogs, indico que visitem porque sem dúvida, valem cada clique :)

Ah e claro, me contem, quais os blogs da gringa favoritos de vocês? Vou amar conhecer novos blogs!




25 de agosto de 2015

yakivegan

Começo dizendo que essa receita é super especial para mim, porque além de super prática e saborosa, é relativamente saudável e uma opção vegana para pessoas que como eu, estão buscando reduzir o consumo de produtos com origem animal. Eu costumo fazer ela com muito frequência, justamente porque como disse acima, é super prática, fica pronta em cerca de 15 minutos, então é ótima pedida para aquele almoço ou janta de um dia corrido e atarefado.

yakivegan2

Você vai precisar de:

  • Um punhado de macarrão (preferencialmente grosso)
  • Um punhado de brócolis
  • Um punhado de cenoura
  • Molho de soja shoyu (para cada 100gr de macarrão, meia xícara de molho)

Sei que as medidas estão meio relativas demais, é que a receita é meio que um improviso, e depende do gosto de cada um. Eu recomendo a proporção de meia xícara de molho para cada 100gr de macarrão. Essa medida contempla bem a refeição para uma pessoa e caso você queira fazer mais é só ir aumentando conforme a proporção.

veganoyaki

  1. Primeiramente você deve cozinhar o macarrão. Essa etapa depende muito do fogão de cada um, mas basicamente é levar uma panela com água (quantidade suficiente para colocar o macarrão dentro depois), e deixar esquentar até a fervura (quando começa a borbulhar). Nessa etapa acrescente uma colher de chá de óleo vegetal e coloque o macarrão dentro.
  2. O segredo para cozinhar bem o macarrão é mexer de vez em quando, por aproximadamente 6 minutos. depois disso, recomendo ir tirando um fio pequeno e experimentando, até você sentir que ele está cozido, mas ainda tem a consistência bem firme. Chama-se cozinhar ao dente. E é necessário para esse receita porque vamos fritar. Se o macarrão estiver mole vai ficar um grude. Dica de ouro: quanto mais grosso o macarrão, melhor.
  3. Após cozido, eu recomendo escorrer em uma escumadeira e jogar um pouco de água fria. Esse choque térmico ajuda a dar mais crocância e evita que os fios grudem.
  4. Cozinhe no vapor a cenoura e o brócolis. Recomendo que você cozinhe no vapor da água do macarrão enquanto ainda não coloca ele na panela. É só colocar um prato vazado em cima da panela com os legumes e tapar com uma tampa. Nesse ponto eu friso que é importante não cozinhar demais. Eu particularmente deixo coisa de 5 minutos, pois gosto deles mais crocantes.
  5. Após cozido o macarrão e os legumes, leve uma frigideira ao fogo médio e adicione o molho, um punhado de macarrão e os legumes suficientes para um prato. Frite por cerca de 2 minutos. A etapa de fritar é a mais importante e vai garantir que seu macarrão tenha real gosto de yakissoba. Por isso faça direito e evite fritar grandes quantidades de uma vez. Eu opto por uma frigideira bem grande e frito a quantidade de um prato de por vez.

yakivegan4
Depois é só servir e se deliciar!! Aproveito para frisar que essa receita é versátil, então você pode trocar legumes ou adicionar segundo sua preferência. Eu já fiz com couve, pimentão, cogumelos, couve, repolho… e várias outras variações. O importante para manter o conceito de yakissoba é fritar bem o macarrão que deve ser cozido ao dente.  Outra dica para quem gosta do molho mais grossinho, é acrescentar uma colher de chá de amido na etapa de fritar, porque assim o molho fica bem mais grosso como o tradicional de restaurantes. Eu prefiro evitar porque amido me deixa pesada.

Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida é só deixar aí nos comentários :)




23 de agosto de 2015

egoshot1

Desde que eu cometi aquele erro capilar que me deixou loira dourada, eu venho tendo profunda reflexões sobre questões capilares, em verdadeiros dilemas shakespearianos acerca do tipo de cabelo que quero para mim. Isso se agrava por eu estar em um ano de verdadeiro inferno astral, onde tudo que eu quero é desapegar e simplificar, dois termos que parecem não casar nem um pouco com a ideia de manter um cabelo colorido artificialmente. Ao tempo que eu sinto que descobri a cor da minha psique, que faz eu me sentir bonita sem precisar de nada além. E é por aqui, querido leitor que começa a grande questão desse post. Uma reflexão cabelística para todos aqueles que se colocam em xeque como eu, entre o que somos e o que queremos ser.

Eu sou o tipo de pessoa que aprecia por demais as coisas naturais. Eu acredito que os processos orgânicos são muito ricos e que as vezes o ser-humano vem para bagunçar e complicar tudo, causando muitas vezes mais problemas que soluções. Por isso que eu busco nesse valor parâmetros para a minha vida, busco simplicidade e na maior parte do tempo, quero as coisas mais naturais possíveis e me sinto cada vez melhor com isso. Porém o meu cabelo sempre fugiu um pouco a essa regra, pois ele sempre foi quase como uma extensão do meu estilo, então há de se imaginar que já passou por muitas mudanças provocadas por processos químicos. Já foi cacheado, já teve progressiva, já foi preto, roxo, loiro, ruivo, curto, longo, desfiado, reto… Confesso que hoje eu prefiro não fazer mudanças estruturais no fio, porque gosto de ter essa maleabilidade de deixar cacheado ou liso sempre que eu quiser, porém a questão da cor estava em voga recentemente, à luz desse novo posicionamento de vida que tenho buscado.

Desde que eu descobri o cabelo loiro-médio acinzentado percebi que dificilmente encontraria outra cor que eu gostasse tanto de ver em mim quanto essa. De forma totalmente acidental, cheguei nesse tom para corrigir um erro e me vi olhando no espelho e me sentindo tão bem comigo mesma, tão leve e serena, que nada mais era necessário para me sentir linda. Não sei se você já sentiu isso, mas comigo foi algo cósmico, tanto que esse ano até voltei a ser morena, mas não consegui ficar por muito tempo, corri logo para a perfumaria, comprei todos os produtos e descolori tudo novamente. O que ocorre, caro leitor, é que para manter um cabelo loiro, sendo morena e cacheada, é necessário descolorir o cabelo, coisa que quando já se tem um cabelo que naturalmente tende ao seco, significa duplo cuidado, muita dedicação e muito dinheiro. Ambas coisas que eu definitivamente não tenho sobrando. E esse é o momento que todo mundo me questiona porque raios eu não abandono essa ideia e deixo o meu cabelo ser o que ele realmente é, e mesmo que pareça meio contraditório à primeira vista, eu só consigo responder de forma simples que é porque esse é exatamente o cabelo que eu quero ter.

Independente de que para manter isso, eu precisa me dedicar e investir um pouco mais nisso.

Sabe, as vezes eu até penso em voltar a ser morena, reduzir os custos de tratamento, manter meu cabelo mais saudável (porque natural, é sim, mais saudável), mas não hoje. Por enquanto, esse tom loiro é tão condizente com o momento que estou vivendo, ele faz eu me sentir mais leve, porque a cor clara suaviza as nuances da minha pele, deixando o meu rosto mais iluminado, os cachos com um aspecto mais definido e isso me deixa feliz. Me deixa tão satisfeita comigo mesma, que eu tenho usado bem menos maquiagem, e vejam só que contradição, tem me ajudado até a me vestir de forma mais simples também, porque eu acho que essa cor super combina com esse estilo mais minimalista que eu tenho adotado, roupas chapadas, estampas sóbrias, muito preto e cinza… pelo menos eu me sinto extremamente bem com essa combinação.

E eu estou compartilhando isso hoje com vocês porque acho que é uma reflexão importante. Encerro defendendo que acredito que quando se trata de aparência é necessário sempre que haja uma escolha e que ela seja consciente. Vivemos em tempos de muitas vozes autoritárias, daqueles que dizem que devemos ter o cabelo assado ou cozido, que devemos investir ou não, tempo e dinheiro em futilidades, e quando a gente menos percebe, anulamos nosso poder de escolha. Nos guiamos pelo que a vizinha fez, peço que a youtuber famosinha faz, pelo que é tendência, ou o que é politicamente correto, mas não pelo que realmente queremos. E é nesse momentos que a gente acaba fazendo burrada, estragando nosso cabelo e nos desgastando com isso. Claro que eu não anulo, de forma alguma que existem alguns padrões de beleza dominantes, que devem ser olhados ainda mais com cautela, assim como acho maravilhoso esse movimento em defesa dos cabelos naturais. Porém ainda sim, devemos ser nossos próprios guias, porque nada, nem mesmo o movimento mais revolucionário e maravilhoso do mundo deve ser aderido de forma leviana, por motivos que não sejam tão verdadeiros quanto a própria causa.

E é isso. Aguardo ansiosamente que vocês utilizem os comentários para deixar os pensamentos que vocês tem acerca dessa questão. Eu vou amar ler e compartilhar ainda mais opiniões sobre esse assunto tão emergente e importante!