101 em 1001

23 de outubro de 2014



Eu sei que essa lista é mais velha que tudo. Acontece que eu comecei escreve-la no meu aniversário e achei difícil terminar. Quando acabei tinha cumprido muitos itens da lista, mesmo assim decidi mantê-los e contar a partir da data que comecei a escrever. Acho esse tipo de lista bastante inspirador, porque revela um pouco de quem somos e quais nossos anseios no mundo.

Espero conseguir cumprir a maior parte dos itens. Como fui bastante pé no chão (tá nem tudo, mas a maioria sim!), acho que vai rolar. Para quem não conhece o projeto, basicamente consiste em escrever uma lista como 101 desejos/metas/sonhos para cumprir em 1001 dias (quase 3 anos). É um tempo bacana, então dá para sonhar um pouco :)


habilidades, conhecimentos e estudos


1. Finalmente tirar meu diploma da federal (me formar)
2. Finalizar o Curso de design na ETEC
3. aprender a andar de bicicleta
4. Ter em vista uma graduação em design ou arte
5. Aprender a editar vídeos
6. Terminar de estudar o livro do Hawnking sobre o tempo
7 . Ler pelo menos 1 livro dos pré-socráticos (Tales, ou Heráclito)
8.  Começar as aulas de piano (ou teclado primeiramente)
9.  Aprender a fazer o fundo desfocado (fotografia)
10. aprender a jogar xadrez
11. Fazer bokeh (fotografia)
12. Aprender a fazer queijo
13. Dominar o GTD (ou pelo menos conseguir navegar com tranquilidade por ele)
14. Aprender o básico de yoga
15. Fazer curso de estamparia
16. Voltar para as aulas de espanhol
17. Aprender a dirigir
18. Terminar de estudar o livro "simplificando o feng shui"
19. Aprender a fazer mapa astral
20. Estudar o programa do Psol e Pstu
21. Organizar um grupo de estudos feministas
22. Estudar um livro sobre php
23. Conseguir fazer uma receita bem feita da Dulce Delight
24. Concluir o desafio DIY em 2014
25. ler 10 livros da minha estante
26. Fazer uma pintura em aquarela que me agrade
27. Terminar a leitura da Série deixados para trás

Viagens e passeios


28. Viajar para outro continente
29. Passar alguns dias em Buenos aires
30. Viajar para pelo menos, mais 4 estados do Brasil
31. Visitar campos do Jordão
32. visitar o food truck em Sampa
33. Conhecer a vista do copan
34. Conhecer o museu do Ipiranga
35. Visitar novamente o Parque da Cantareira
36. Ir a um restaurante vegano
37. Tirar meu passaporte
38. Fazer um mochilão
39. Passar uma noite olhando para as estrelas
40. viajar com a Jordana
41. Visitar um templo budista
42. Acampar
43. Conhecer Ilhabela
44. Visitar uma fazenda
45.  Conhecer Havana (CUBA)
46. Visitar a escola do MST
47. Viajar com a família
48. Andar de avião
49. Visitar uma feira de pequenos produtores orgânicos
50. Alugar uma casa para viagem com amigos

Compras e investimentos


52. Comprar o box da série Galactica
53. Comprar o box da série Desperate Housewives
55. Comprar um carro
56. Comprar um  leitor digital de livros
57. Comprar uma instax
58. Comprar um ipod
59. Comprar uma vitrola

Eventos, social e celebrações


60. Me casar
61. Organizar uma festa surpresa para alguém
62. Fazer uma festa a fantasia
63. Conhecer alguém novo
64. Tirar uma foto na formatura (UNIFESP)
65. Sair com o pessoal da ETEC <3
66.  Montar um albúm de fotos

Planejamento (profissional e pessoal)


67. Estar com tudo pronto para nossa mudança
68. Morar um tempo em São paulo
69. Abrir uma empresa
70. Adotar a Zahara (uma gata toda preta)
71. Abrir uma loja

Mudança de hábitos


72. Ter um armário com 100% de roupas que eu gosto
73. Reduzir em 90% o consumo de produtos de origem animal
74. Ter pelo menos 50% da minha alimentação de produtos orgânicos
75. Conseguir reduzir em pelo menos 30% as coisas que tenho hoje
76. Reorganizar meu facebook para perder menos tempo com ele
77. Doar sangue todo ano (2014/2015/2016)
78. Superar um pouco meu medo de lagartas (conseguir olhar uma foto na net sem desmaiar)
79. Eliminar o refrigerante da minha vida
80. Substituir 1 produto de beleza por alternativas naturais
81. Ficar 1 ano sem ir a shoppings
82. Deixar meu cabelo chegar próximo ao ombro
83. Plantar alguma coisa na casa dos meus pais e colher

Experiências culturais


84. Comer donuts de nozes
85. Fazer pelo menos 2 tattoos (coração no ombro) e (dance of days no braço)
86. Jogar the sims 4
87. Terminar de ver todos os episódio de "O mundo segundo os brasileiros"
88. Ir a um show do Beirut
89. Escrever a resenha de Jogos Vorazes que estou protelando há meses
90. Fazer uma revista digital
91. Terminar de ver sex and the city
92. Conhecer um novo banda artista que me encante
93. Finalizar uma play list com músicas favoritas da vida
94. Terminar de ver Rebelde
95. Ir novamente a um show do Switchfoot
96. Ir a um show do forfun
97. Ir a um show do dance of days
98. Ver uma baunilha de verdade (a flor)
99. Experimentar macarrons

Sobre a lista


100. Convencer a jordana a fazer essa lista
101. concluir pelo menos 80 de 101 itens :)

Início 07 julho 2014
finalização 03 de abril 2007

E é isso pessoal. Agora me contem, quem já fez essa lista? tem algum item que temos em comum, algum que você realizou? Conta aí nos comentários!



Reforma da sala

22 de outubro de 2014

As coisas andam um pouco mais devagar, mas nossas idéias para uma repaginada da casa continuam a mil. Já começamos a trabalhar em cima de alguns pontos e quase tudo já foi comprado, mas necessitamos de mini-férias para conseguir ajeitar tudo, coisa que só vai ocorrer em dezembro. De toda forma, hoje vim compartilhar nossas ideias para sala. Espero que seja inspirador e que possa ajudar alguém :)


A ideia para a sala é algo bastante simples, com preto e branco predominante e pequenos pontos de cores. Gosto muito de elementos mais modernos e o Bru gosta de coisas mais clássicas. Então a ideia é mercar estilos mantendo aquele "ar de casa" que gostamos muito de ter (nada daquelas salas que parecem escritórios de tão modernas que são). 

A ideia mais radical é pintar o tapete em listras (coisa que já comecei). Precisamos retocar os móveis (porque todos já são pintados de tinta preta fosca) e colocar alguns objetos de decoração para dar uma iluminada no ambiente. Já compramos as luminárias da sala e cozinha na oppa design (super recomendo) e estamos aguardando a chegada dos últimos quadrinhos (compramos várias placas de metal em lugares distintos) e aguardando também a chegada da cortina (pois as almofadas e porta-retratos já chegaram). Quando tudo estiver ok a ideia é escolher um papel de parede bacana. 


E é basicamente isso. Não sei se estamos de fato fazendo uma reforma ou é mais um redecoração. De toda forma é uma coisa simples para começar o ano que vem em outra vibe e com uma ambiente renovado cheio de boas energias. 



uma pequena reflexão sobre competitividade

20 de outubro de 2014

Hoje eu recebi um e-mail um pouco inusitado, onde uma pessoa que trabalha com criação para a web tinha algumas dúvidas sobre meu trabalho e gostaria de saber como era o meu processo de produção e etc. Essa pergunta, que a priori gera um grande estranhamento, suscitou uma pequena reflexão em minha mente. Pois naturalmente (como é meio da minha personalidade) eu já respondi o e-mail explicando, indicando fontes e dando informações, e logo em seguida fiquei pensando se o que eu fiz teria sido de fato uma coisa certa. Afinal, vivemos em um mundo competitivo onde estamos sempre lutando para ganhar nosso espaço e dar informações de "bandeja" pode não ser uma atitude muito inteligente.

Por vivermos no ápice de uma sociedade extremamente competitiva, é muito difícil pensar em alguma forma de desenvolvimento que não leve em conta os princípios da competição. Me recordo que nos debates acerca da educação emancipatória, sempre foi muito difícil tentar explicar as pessoas que outra forma de viver é possível, porque o pensamento hegemônico tende a ser o liberal, de que para as crianças se desenvolverem é necessário faze-las competir entre si até que se chegasse no melhor. Eu mesma por um tempo tive dificuldades de ver de outra forma, até que realmente me debrucei a estudar o modelo colaborativo e seus resultados práticos na realidade, chegando a conclusões realmente chocantes. Como o grande fato de que existe desenvolvimento para além da competição e que geralmente ele é muito mais rápido e profundo, quando feito de forma colaborativa.

A nossa querida internet é o maior exemplo disso. A interwebs foi basicamente construída de forma colaborativa. O movimento de código aberto e software livre trouxeram uma nova mentalidade onde compartilhar conhecimentos e resultados é tão importante quanto construir um nome ou uma marca. Sem esse novo paradigma não estaríamos onde estamos hoje. Pelo menos não teríamos todo esse avanço. Se eu não pudesse ter acesso a tudo que tenho de forma aberta e "livre" eu não teria 1/3 dos meus conhecimentos. Nem mesmo a maioria das pessoas que estão aqui. Não teríamos blogs lindos, nem mesmo talvez existisse uma plataforma legal para isso. Tudo seria diferente e provavelmente um pouco menos evoluído. Porque é uma coisa meio óbvia que várias cabeças funcionam melhor do que uma só e quando podemos aproveitar o trabalho feito pelo outro e trabalhar em cima disso, quem sai ganhando não sou eu, nem o outro, mas a humanidade. 

Claro que existem algumas implicações éticas acerca disso. Nem todo código aberto e software livre é feito com a visão de "progresso da humanidade", sabemos do quanto empresas como a google se aproveitam desse modelo para nos atrair para uma grande armadilha da publicidade e falta de privacidade. Dando com uma mão e tirando com a outra. Porém a discussão em si é sobre princípios e mesmo que eu discorde da forma como eles se apropriarem desse principio, é inegável os resultados que o modelo colaborativo traz. mesmo que no âmbito da internet ainda haja uma competição de mercado pelo modelo econômico que estamos inseridos.

Saindo na internet e indo para a educação chegamos na mesma conclusão. Certa vez tive a oportunidade de aplicar um projeto em 2 turmas diferentes para fazer um pequeno experimento acerca desse princípios debatidos acima. Em uma sala, eu apliquei o modelo competitivo clássico e em outra o modelo colaborativo. Basicamente a tarefa era responder um desafio cientifico, a diferença é que na primeira turma a recompensa era individual, pois quem respondesse certo ganharia pontos e venceria o desafio, e na segunda turma a recompensa era coletiva, pois todos deveriam se debruçar sobre o problema e achar uma solução juntos, fazendo com que a sala vencesse o desafio. O resultado foi surpreendente até para mim que estudo educação libertária há alguns anos. A sala com o modelo competitivo teve um resultado muito inferior a outra que trabalhou coletivamente. A maior parte dos alunos não conseguiu pensar hipóteses coerentes e os poucos que chegaram próximo do resultado não trouxeram uma grande apontamento para questão.  Já no modelo colaborativo eles superaram o desafio e criaram novas perguntas a partir de muitas hipóteses levantadas por todos. Toda vez que alguém dava alguma resposta para o problema tinha alguém que ou refutava, ou complementava ou mesmo reconstruía pensando em outras questões. E mesmo os alunos com mais dificuldades de aprendizagem se envolveram, para o espanto de todos, as vezes dando contribuições geniais. 

Depois disso eu nunca mais acreditei que necessitamos de competição para evoluir. A grande verdade é que a competição na maior parte das vezes nos fragmenta e poda nosso processo evolutivo. Como no caso da internet mesmo. Se não fosse a competição, talvez nossa evolução fosse ainda mais efetiva. E não por uma questão ideológica minha, mas por fatos concretos que muitos estudos provam que quando estamos empenhados em um trabalho coletivo e uma visão coletiva das coisas o desenvolvimento individual também é maior. Porque é uma troca constante, absorvemos o outro e outro nos absorve e juntos construímos o mundo. Ninguém cria nada do nada, nós absorvemos tudo que já foi dito e criado no mundo para fazermos disso coisas novas e quanto mais acesso temos "a essas coisas que foram criadas", mais evoluídos seremos.

Por fim, não estou dizendo que devemos compartilhar tudo sempre. Claro que precisamos sobreviver do nosso trabalho e não é justo que não tenhamos retorno por isso. Principalmente no mundo que vivemos onde é necessário matar um leão por dia. Ainda temos muito que avançar no debate acerca da propriedade e de fato desmistificar essa ideia de que o modelo colaborativo prevê uma espécie de socialização forçada de tudo. No tocante do sistema que vivemos é apenas uma mudança de paradigma. Claro que isso leva a novas ideias (e por consequência novos modelos de sociedade), mas é um processo e não um modelo final de aplicação. Enxergo como uma forma de ver o mundo que mais me traz benefícios do que malefícios. Compartilho, gosto de ensinar e disseminar conhecimento, porque quero crescer, me desenvolver e criar coisas fantásticas. Mas não quero isso sozinha, quero que outras pessoas estejam comigo, quero que a humanidade possa percorrer esse caminho e que as minhas ideias sejam levadas adiante. 

Por isso fico muito triste quando vejo colegas meus que adoram esconder suas fontes. Que não compartilham conhecimento, que acham que para se dar bem em alguma área o melhor é guardar tudo para si e querer ser sempre melhor que o outro. Porque no fim, pode até obter sucesso, mas nunca experimentaram a maravilha que é o desenvolvimento coletivo e o quanto podemos ser melhores quando pensamos além de nosso umbigo. Fica a reflexão para começarmos a semana pensando sobre nosso jeito de ver o mundo.

obs. A imagem do post estava em meu computador e portanto não tenho a fonte. Caso alguém saiba o autor da imagem deixe nos comentários para que eu inclua os créditos.

Link para o projeto da imagem acima: aqui e aqui (um projeto lindo que vale ser conferido).




Oi, sou Jess! Vivo em São Paulo, Brasil onde trabalho como designer. Adoro tudo que envolve criação. Criei o blog em uma tentativa de extrair do caos da grande metrópole o criativo. Hoje o blog tem um pouco mais que isso, como registros dos meus dias, sensações, reflexões e coisas que me inspiram! Sinta-se a vontade para ler, comentar, compartilhar e interagir :)







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