26.07.2015

embu

Como contei nesse post, no dia do meu aniversário fomos passear e conhecer a famosa cidade de Embu das artes aqui em São Paulo.  Estávamos quereno ir há algum tempo e aproveitamos meu aniversário para celebrar em um lugar diferente. Confesso que não estava animada para ir, porque pensei sempre achei que a cidade era super normal, mas ao chegar no lugar percebi que era bem mais do que poderia imaginar. Super me surpreendi.

Primeiramente, chegar já foi bem difícil. É preciso dizer que se você vai de bus, é melhor ir pelo trajeto Tabõao/embu das artes. Fomos pela Tietê e esperamos quase 1 hora chegar um ônibus (que uns 10 motoristas confirmaram que deixaria a gente no centro histórico de embu) e quando ele chegou, a informação era outra, o motorista nos disse que deixaria na rodovia há 10 minutos a pé do local. Eu quase tive um treco do coração, porque não gosto de ir para lugares que não conheço sem ter referências e não sentir segurança. Mesmo com várias pessoas afirmando na fila que era perto e seguro, sabemos que a cidade de Embu tem uma fama péssima de ser um lugar meio estranho e eu não queria arriscar. Ainda bem! porque depois vendo o local onde o bus nos deixaria, ficamos aliviados de não ter caído na conversa do pessoal. Além de super longe do lugar onde iriamos, era um trajeto super deserto e ótimo para se perder. Particularmente, conhecendo de vista, eu não andaria pela cidade sem saber muito bem onde ir. Achei sim um lugar meio cabuloso.

Mas esse ponto negativo a parte e tirando o fato que levamos quase 2 horas para chegar lá (e quando chegamos já estava chovendo e um tempo bem feio) é um lugar adorável. O centro de Embu das artes é mágico e muito maior do que imaginávamos. Saímos de lá sem conhecer tudo. Comemos muito bem por um preço super ok (ponto mais que positivo da cidade), visitamos o museu de arte sacra (bem legalzinho) e tiramos várias fotos pelas ruas coloridas que achamos. Pretendo mostrar um pouquinho pelas fotos :)

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Sobre as famosas lojas de Embu: Na sua maioria, tem preços bem ok. Se você pensar que muitas coisas são artesanais, o preço é baaaastante acessível. tem cada móvel lindo, muito artigo de decoração, o lugar perfeito para comprar presentes e coisas especiais. Eu achei bem mais barato do que 25 de março por exemplo. Mesmo sendo uma cidade turística. vale a pena.embu8embu11embu13Além das ruas lindas, e da incrível variedade de lojas, Embu é cheia de cultura, com muitos grafites e galerias de artes espalhadas. Eu realmente me encantei com várias obras e sai de lá muito inspirada.

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Pausa para falar da comida. gente, que lugar ótimo para comer. Cheio de restaurantes bem baratos e incríveis. Comemos em um lugar super bacana com uma decoração portuguesa maravilhosa e pagamos R$15,00 para comer o prato do dia. Infelizmente não lembro o nome, mas comemos super bem e o atendimento foi ótimo. Eu fui de lombo com polenta, saladinha e fritas. No fim do passeio nossa ideia era ir no Florbela (cafeteria famosa da cidade), mas estava fechado (só funciona de sexta a sábado) então comemos uns doces e tomamos uns cafés em uma outra cafeteria mais comercial (acho que era café do ponto). O café eu não gostei, mas os doces estavam maravilhosos. Experimentamos uma torta árabe, tartelete de baunilha e pistache e  cheesecake de frutas vermelhas. Tudo mais que aprovado. Não ficou mais que R$50,00 por pessoa.

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Encanto, é a palavra certa para definir Embu. Eu com certeza pretendo voltar mais vezes e de preferência em um dia ensolarado, porque tem coisa muito bela que não deu para ver direito por causa da chuva.

Fica a dica para quem quiser ir, fomos em uma terça feira, tinha bastante coisa aberta e a cidade estava va-zia. Ótimo para passear com calma e tirar fotos. No fim de semana rola uma feira artesanal e a cidade fica bem mais cheia, é mais legal para curtir o clima e comprar mesmo.

E é isso meus caros. Agora quero saber, algum de vocês já foram? O que acharam do local? Tem alguma dica para quando eu voltar da próxima vez?


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24.07.2015

whish

Essa semana foi cagada. Desculpa começar o post assim tão escrachado, mas não consigo me expressar de outra forma. Logo quando comecei a trabalhar na segunda, notei que o blog estava fora do ar. Problemas e demora no retorno da antiga hospedagem que eu usava, me deixaram até quarta-feira enrolada com esse assunto, meio que sem conseguir fazer nada direito. O resumo da ópera é que tive de migrar se servidor e perdi todos os dados do dia 17 ao dia 19. Praticamente o último post (que eu resgatei do feedburner e repostei) e todos os comentários feitos no fim de semana. Por isso tá tudo meio bagunçado, e eu tentando retomar a normalidade.

Fora isso tiveram outros acontecimentos chatos na vida real que tem me deixado boladona. Minha vida acadêmica está totalmente incerta, não faço a mínima ideia se voltaremos a ter aula na universidade (o semestre anterior foi cancelado e não há previsão de rematrícula ainda). Tive uma desgaste muscular extremo e estou cheia de dores, meio que sem poder ficar muito tempo no computador. Então tenho trabalhado pouco e tido nenhum tempo para atualizar meu portfólio que está praticamente abandonado (embora eu tenha uns 20 trabalhos feitos para colocar lá). Estou fechando contratos bem legais, mas sem muito tempo para estudar o que me desmotiva um pouco.

Fora tudo isso há outras coisas que eu nem queria escrever sobre. Por isso esse post se faz necessário para tentar conter a bad vibe do momento e fechar a semana com um melhor astral. No mesmo estilo daylist com uma seleção de coisas que já tenho aqui comigo, para fazer meus dias mais felizes.

1. Tentei, juro que tentei ver sense8, mas não rolou. Série sem sentido nenhum, me lembrou heroes e um lost piorado, ambas coisas que não consigo engolir. Mas felizmente quando tinha desistido de sense8 coloquei em uma sugestão do netflix somente por causa da moça da capa (sim a maravilhosa Gillian Anderson) e acabei me apaixonado pela série. Envolvente, super feminista (adoro, adoro!) e com uma estória de serial killer tão original que honestamente, não tem como não amar. Então, nada melhor do que uma série boa no fim de semana para fazer tudo mais legal.

2. Com a bagunça que foi esses dias tudo que eu quero é me organizar. Pegar meu planner, verificar projetos e traçar novas metas. As vezes só o que precisamos é de mais clareza para nos tirar da zona de conforto.

3. para sair com as migas no fim de semana, moletom! SIM E SIM! Porque meu armário basicamente só tem moletom agora e eu fico pensando qual o motivo para usar qualquer coisa além disso. É confortável, é lindo (eu acho), e é quentinho! Sério eu acho que devo estar meio velha demais porque não consigo cogitar a ideia de vestir nada que me aperte ou que seja gelado. Só quero conforto e nada mais. além disso, com uns acessórios bacanas e uma alpargata listrada não tem como dar errado.

4. Comida saudável é só o que eu quero. Estou meio intoxicada desde meu anivesário comendo porcarias e doces. A verdade é que o inverno me deprime e eu como para esquecer o frio. Dai me sinto mal, porque o corpo não está legal (e nem falo de celulite essas coisas, é de disposição mesmo, cansada de me sentir pesada).  Então eu tô numa vibe mais saudável, menos carne e leite, mais frutas e verduras. Hora perfeita para ressuscitar algumas receitinha vegans da minha lista e comer um bom hambúrguer de soja com suco de abacaxi e hortelã :)

5. Música… relaxa, inspira. Tudo que preciso. Minha banda americana favorita, meu disco favorito deles. É… não tenho vitrola, mas vai de mp3 mesmo. Eu só acrescentaria essa música, e aí tá perfeito.


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19.07.2015

iluminar

Há 122 anos, sob o signo de câncer, ao calor do verão, na distante e gélida russa, nascia Vladimir Mayakovsky, meu poeta favorito. Embora não goste de poesia, e é verdade, abrirei sempre uma exceção para ele, que mesmo na forma literária que eu menos aprecio, conseguiu me cativar tanto. Pàra quem tem um olhar mais atento, é de se saber que desde que o blog foi criado, uma citação extremamente querida, jamais abandonou esse espaço. Iluminar… Um dos textos mais belos já escritos, é para mim como síntese belíssima da minha relação com a vida. Por isso, não teria dia mais perfeito para falar desse assunto, que o seu aniversário.

Em “A extraordinária aventura vivida por Vladimir Mayakovsky no verão na datcha”, encontramos o poeta a brigar com o sol, estafado pelo calor do verão de julho e a questionar o sol sobre sua função no mundo. Ao convida-lo para tomar um chá, com muita ironia, o poeta ressalta seu preconceito contra o astro, enfatizando mais uma vez, o seu ócio e falta de utilidade. E fala-lhe das coisas que fazia, como cartazes para revolução, e reclamava sobre a vida. O sol, muito sábio, lhe propôs que olhasse as coisas com mais simplicidade, experimentando, iluminar a tudo, já que para ele, aparentemente era fácil. O poeta, agora com outa postura, identifica-se com o astro, e como bons camaradas, propõe que ambos iluminem, sob um mundo tão chato. E como uma súbita reflexão, o sol se põe e renasce, iluminando novamente, a tudo e a todos e causando uma poderosa epifania no poeta, que por um eterno momento, percebe-se como um sol no mundo.

Essa pequena estória, contada em versos, é para mim nada mais que uma poderosa reflexão sobre nosso lugar no mundo. A minha interpretação do poeta é que as vezes nós achamos que as coisas que fazemos, não tem o menor sentido, ou que somos em algum momento, algo muito distante do que deveríamos ser. Para mim, é muito forte a ideia que Mayakovsky estava incomodado com cobranças que vinham sobre sua pessoa, talvez por ser um revolucionário e poeta, ter que pegar em armas, ao tempo que era profundamente dele sentir o mundo, como um poeta. Quando ele briga com o sol, questionando a sua função, ele demonstra para mim, que não lhe bastava passar a vida apenas a escrever cartazes para a revolução.

Mas como uma coisa incrível, e a vida assim é, entendo que ele mesmo percebe, que assim como o sol, o que ele fazia, tinha enorme poder sobre o mundo. A tirar-lhe das trevas, iluminando, com poesia e arte, em toda parte que chegasse. E então, como um súbito momento de empatia, o poeta finaliza a fantástica estória, clamando um dos trechos mais bonitos e profundos…

“iluminar,
iluminar sempre,
iluminar em toda a parte,
até ao dia em que a fonte da vida se esgote,
iluminar, e é tudo! (que o resto vá para o inferno)
É o meu lema, e o do sol!

É certo que ele teve um morte horrível, não se sabe se ele deu fim a própria vida, ou se foi parte de uma conspiração política. De toda forma, conhecendo um pouco a vida de Mayakovsky, sabemos que ambos os destinos são horríveis. Ter perdido a esperança no futuro que ele tanto fez para construir, ou ser morto por aqueles que um dia chamou de camaradas, me parecem uma triste forma de deixar o mundo. Mesmo assim, sua vida transcende o fim que ela próprio teve, e é por isso que suas ideias e palavras, continuam, como o sol, a iluminar aqueles que tem sensibilidade para senti-las.

Eu me identifico com ele em tantos momentos e de tantas formas que minha empatia beira a loucura de as vezes imaginar-me lhe dando um abraço. E apesar de saber não ser mais possível, me contento em saber que partilhamos ainda assim tantas coisas em comum, o amor pela vida, pela humanidade e a vontade de acabar com as trevas que assolam nosso mundo. E que seja assim, a cada dia, tantos sóis que sejam necessários, para que um dia talvez a gente consiga, ser a maioria no mundo.

Finalizo esse texto deixando com o indicação a leitura desse texto, conhecendo um pouco desse poeta que tanto amo.
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Nota explicativa:

Apesar de todas as traduções utilizarem a palavra brilhar, eu acredito que o conceito iluminar está muito mais próximo da ideia que ele quis passar. Brilhar em nossa língua se parece mais com o conceito de estar em evidência, enquanto iluminar passa a ideia de exalar luz sobre onde há trevas. Em uma leitura mais atenta do texto percebe-se que ele deixa isso claro, quando convida o sol juntamente com ele a iluminar sobre a “parede das trevas” e “prisões da noite”. Por isso utilizo esse termo.


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